Rota: Via Ponte JK - Brasília/DF - Rota da Barragem
Categoria: Barragem


Esta é uma rota de moto onde podemos sentir toda a originalidade do espírito motociclista de liberdade e com muito vento na cara. Sinta sua moto, escute o ruído, o tom da voz do motor, além de desfrutar da paisagem que o Lago Paranoá oferece. 

Vamos rodar a Rota da Barragem, saindo da Praça do Cruzeiro e retornando por um dos mais belos cartões postais de Brasília, a Ponte JK. Aproveite todo o caminho que essa rota de moto oferece em seus 53,2 km de ida e volta.

Sobre o Lago Paranoá: o lago foi planejado, ou seja, é um lago artificial com 40 km² e 48 metros de profundidade. Um de seus objetivos é elevar a umidade da cidade, que é naturalmente seca, mas também é um ponto turístico por sua beleza e pelas atividades oferecidas.

A fauna na região do Lago Paranoá é muito rica e ali você pode ver capivaras, pequenos jacarés, tartarugas e vários outros animais. Ao redor dele existem mais de 30 clubes de recreação que oferecem atividades esportivas, espaços para corrida e caminhada, restaurantes e lanchonetes.

É possível praticar esportes náuticos no Lago Paranoá, como Stand Up Paddle (SUP), kitesurf, vela e vários outros, ou fazer um passeio em uma das embarcações que trabalham em diversos pontos. 

Sobre a Barragem: Chamada de “moldura líquida da cidade” por Juscelino Kubitschek, a ideia de se ter um lago onde hoje existe de fato o Lago Paranoá foi pensada bem antes da eleição do presidente que tirou Brasília do papel e da decisão definitiva de se transferir a capital para o Planalto Central. Foi o botânico francês Auguste François Marie Glaziou o primeiro a perceber o potencial hídrico que alimentava o rio Paranoá. Ele foi um dos integrantes da Comissão Cruls, que visitou a região entre 1892 e 1894, descrevendo o relevo da região e apontando as facilidades que a depressão provocada pelo Rio Paranoá e os pequenos rios ao seu redor davam à construção de um lago artificial.

A certidão de nascimento do Lago Paranoá, no entanto, é do dia 30 de setembro de 1956, o dia da publicação do edital do concurso do Plano Piloto. A criação de um lago era exigência que todos os concorrentes deveriam levar em conta. Assim, todos os 26 projetos apresentados tinham no limite leste a presença de um lago cujo nível das águas era a cota 1.000, ou seja, a superfície do lago ficaria a mil metros acima do nível do mar. 

A presença do lago então é justificada como fator estético e de lazer. Sua construção foi idealizada para aumentar a umidade do ar, diminuir a temperatura local e estabelecer uma fonte de lazer aos brasilienses. A construção da barragem no rio Paranoá começou em 1957 e as obras ficaram a cargo da empresa americana Raymond Concrete Pile Company of the Americas, a mesma que havia vencido a concorrência para entregar as estruturas metálicas dos edifícios da Esplanada dos Ministérios e única empresa estrangeira que trabalhava na construção da capital.

Curiosidade: O argumento de que o lago não iria encher porque as terras do Planalto Central eram porosas foi muito usado pelos opositores a Juscelino e contrários à transferência da capital e à construção de Brasília. Os boatos tinham dois autores principais: o presidente do Clube de Engenharia, Maurício Joppert da Silva, e o escritor Gustavo Corção. “A água do lago poderá ser absorvida pelo terreno, deixando-o vazio, total ou parcialmente”, escreveu Corção em um longo artigo no Jornal do Brasil em julho de 1959. Quando a barragem foi inaugurada e o lago começou a encher, JK mandou um lacônico telegrama a Corção dizendo “Encheu, viu!”

Sobre a Ponte JK: Inaugurada em 2002, tem comprimento total de 1200 metros, com duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, duas passarelas nas laterais para uso de ciclistas e pedestres. Formada por três arcos metálicos que se intercalam por cima das pistas e calçadas, é uma obra do arquiteto Alexandre Chan. A posição intercalada dos arcos representa o movimento de uma pedra quicando sobre a água

Dica: Recomendo parar no Posto assinalado no mapa que tem uma Loja de Conveniência e banheiro. No final, ao retornar a Praça do Cruzeiro, se for num fim de semana, costumam ter ótimos Foods Trucks no fim da tarde. E você ainda pode curtir um lindo pôr do sol.

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Mapa da Rota



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